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Terapia para Ansiedade em Campinas

Psicoterapia em TCC e DBT para quem convive com ansiedade, conduzida em conjunto com a equipe de psiquiatria do MHS. Presencial e online.

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O que é a ansiedade

A ansiedade é uma resposta natural do organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras ou incertas, com a função de preparar a pessoa para agir. Ela só passa a ser um problema clínico quando se torna desproporcional, persistente, espalha-se por vários contextos e começa a gerar sofrimento ou prejuízo na rotina. O DSM-5-TR (APA, 2022) e a CID-11 (OMS, 2022) descrevem um capítulo específico para os transtornos de ansiedade, com critérios definidos para cada apresentação.

Esse grupo inclui o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, a fobia social, as fobias específicas e o transtorno de ansiedade de separação. Embora cada quadro tenha características próprias, todos compartilham ativação fisiológica excessiva, antecipação de algo ruim e a tendência a evitar aquilo que provoca medo. Segundo o World Mental Health Report (OMS, 2022), os transtornos de ansiedade são o grupo mais prevalente entre os transtornos mentais comuns no mundo.

A psicoterapia é uma das intervenções com maior base de evidência para ansiedade. Estas informações têm caráter educativo e não substituem avaliação por psicólogo ou psiquiatra habilitado.

Sinais comuns que levam à terapia

A ansiedade clinicamente significativa costuma aparecer numa combinação de sintomas físicos, mentais e comportamentais. Reconhecer esse padrão ajuda a entender quando vale procurar um psicólogo.

  • Preocupação excessiva e difícil de controlar, presente na maior parte dos dias.
  • Sensação de estar sempre em alerta, com os nervos à flor da pele.
  • Cansaço fácil, tensão muscular e dores de cabeça ou no pescoço.
  • Dificuldade de concentração e a sensação de dar branco.
  • Sono que não descansa, com dificuldade para começar ou manter o sono.
  • Episódios de taquicardia, falta de ar, tremor ou tontura.
  • Evitar situações, lugares ou compromissos por medo de passar mal.

O comportamento de evitação é um sinal importante e muitas vezes silencioso: a pessoa vai abrindo mão de atividades para não sentir desconforto, e a vida vai ficando menor. Quando esses sinais se mantêm por semanas e atrapalham trabalho, estudos, relacionamentos ou sono, é hora de buscar avaliação. Antes de fechar qualquer conclusão, é importante descartar causas clínicas, como alterações da tireoide e o uso excessivo de cafeína ou estimulantes.

Como a psicoterapia ajuda na ansiedade

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é a abordagem com maior corpo de evidência para os transtornos de ansiedade, segundo as diretrizes NICE (CG113) e a APA. O trabalho parte de um princípio prático: a forma como interpretamos as situações influencia o que sentimos e o que fazemos. Na terapia, o paciente aprende a identificar pensamentos automáticos, testar essas interpretações e reduzir, de forma gradual e planejada, a evitação que mantém o quadro.

A exposição gradual é uma das técnicas centrais. Em vez de fugir do que assusta, a pessoa se aproxima do gatilho em passos combinados, no seu ritmo, até que o cérebro aprenda que a situação é tolerável. Junto com isso, são trabalhadas estratégias de manejo da ativação física (respiração, relaxamento) e de reorganização da rotina, do sono e do uso de estimulantes.

Quando há grande dificuldade de regular as emoções, a Terapia Comportamental Dialética (DBT) entra como complemento, ensinando habilidades concretas de tolerância ao mal-estar e regulação emocional. A escolha entre as abordagens é feita caso a caso, de acordo com o que a pessoa traz.

Quando procurar um psicólogo

Não é preciso esperar o quadro se agravar para buscar ajuda. Vale procurar um psicólogo quando a ansiedade persiste por várias semanas, gera sofrimento importante ou começa a prejudicar o trabalho, os estudos, o sono e os relacionamentos. A NICE (CG113) recomenda avaliação especializada justamente nesses cenários, e também quando há sinais associados de depressão ou uso crescente de álcool e medicamentos.

Em alguns casos, a psicoterapia caminha melhor em conjunto com a avaliação psiquiátrica, especialmente em quadros moderados a graves ou quando há comorbidades. No Instituto MHS, essa decisão é discutida com clareza, sem transformar o tratamento numa sequência de encaminhamentos. Em situação de risco, com ideação suicida, intenção ou plano, procure imediatamente um serviço de emergência, o CAPS ou ligue para o CVV (188).

Como a psicologia do MHS trata a ansiedade

No Instituto MHS, em Campinas, a psicoterapia para ansiedade é conduzida por psicólogos com formação em TCC e DBT, abordagens baseadas em evidências. A primeira etapa é entender a história da ansiedade, mapear gatilhos e padrões de evitação e definir, junto com você, objetivos claros para o acompanhamento.

O que diferencia o MHS é a equipe trabalhar junta. Psicólogos e psiquiatras se reúnem semanalmente para discutir casos em curso e alinhar a conduta, de modo que, quando a medicação faz parte do plano, ela e a psicoterapia caminham na mesma direção. Você não precisa costurar sozinho as informações entre dois consultórios. O Instituto MHS fica na Avenida Machado de Assis, 27 - Parque Taquaral, Campinas, com fácil acesso e estrutura preparada para receber pacientes da cidade e da Região Metropolitana.

O acompanhamento é particular, com nota fiscal para reembolso, presencial em Campinas ou online. A maioria das pessoas percebe melhora ao longo das primeiras semanas, mas o tempo de tratamento é individual e revisado em conjunto, sem promessas de resultado.

Mitos e fatos sobre terapia para ansiedade

Mito: ansiedade é frescura ou falta de força de vontade. Fato: o DSM-5-TR e a CID-11 descrevem os transtornos de ansiedade como condições clínicas, com critérios objetivos e base neurobiológica, não como traço de caráter.

Mito: terapia é só desabafar. Fato: a TCC é estruturada, com objetivos, técnicas e tarefas práticas entre as sessões. O desabafo acontece, mas dentro de um método com direção.

Mito: evitar o que dá ansiedade resolve. Fato: a evitação alivia no curto prazo e amplia o problema no longo prazo. As intervenções com mais evidência atuam justamente reduzindo a evitação de forma gradual.

Mito: quem faz terapia fica dependente do psicólogo. Fato: o objetivo é o oposto, devolver autonomia. O acompanhamento tem início, meio e revisões, com alta planejada quando os objetivos são alcançados.

Referências

American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th ed., Text Revision (DSM-5-TR). Washington, DC: APA, 2022.

World Health Organization. ICD-11 for Mortality and Morbidity Statistics. Genebra: OMS, 2022.

National Institute for Health and Care Excellence (NICE). Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management. Guideline CG113. Londres: NICE.

World Health Organization. World Mental Health Report: Transforming mental health for all. Genebra: OMS, 2022.

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Perguntas frequentes sobre ansiedade

Revisado por:Douglas Resende · Psicólogo Clínico · CRP 06/86494 · Supervisor de TCC e DBT do Instituto MHS

Última atualização: 2 de junho de 2026

As informações desta página têm caráter educativo. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento.